• Bruna Tavares

Consumo sustentável

Atualizado: 1 de jun. de 2021

Alguns conceitos como minimalismo, faça você mesmo (o queridinho DIY), plantar o que se come e reaproveitar o que se tem foram algumas das tendências que tiveram uma super crescente


Foto: Jeremy Bishop


CC+, um estudo sobre consumo consciente no Brasil realizado pela Mandalah, empresa de consultoria em inovação consciente, e a Stilingue, plataforma de Inteligência Artificial para monitoramento da internet, a partir de dados coletados ao longo do 2020 pós-apocalíptico do covid, concluiu que os hábitos do consumidor brasileiro vem se transformando muito rapidamente, e ainda encontra-se em constante mutação. Ao mesmo tempo em que passaram a valorizar a produção própria e manufaturada, também foram ligeiros em apresentar novas possibilidades e facilidades do ato de comprar.


Viés necessário a ser pontuado: consumo consciente = “voto de pobreza”. Pelo contrário, ainda há pouco consumo consciente justamente pela produção de pequenas quantidades, tornando esses produtos mais caros do que os produzidos em níveis escaláveis. Mas para os adeptos da preservação do meio ambiente, essa deve ser uma preocupação de todos. Inclusive do governo, de quem se cobra soluções (resultado de pesquisa feita pela Accenture).

E tudo isso tem uma razão de ser. Lá no século 17, Montesquieu, evidenciando a valorização da coisa e, consequentemente, a vanglória do consumo, constatou em seu Ensaio que é o prazer proporcionado por um objeto que leva as pessoas a um outro objeto, sendo essa a razão pela qual o espírito procura sempre ”coisas novas", não descansando nunca nessa procura.


Ou seja, o ser humano tem viés consumista. Mas seguindo o tema do mês - sustentabilidade -, foquemos na tomada de consciência que antes se passava despercebida face à distração do que acontecia em sociedade e que passou a ser identificada como necessária ao ambiente individual de cada um.


Alguns conceitos como minimalismo, faça você mesmo (o queridinho DIY), plantar o que se come e reaproveitar o que se tem foram algumas das tendências que tiveram uma super crescente desde então. A preservação do meio ambiente se mostrou uma preocupação contínua e, assim, o pequeno produtor conquistou a tão sonhada valorização de seu processo de produção manual. Além disso, é possível descobrir um hobby a partir da ressignificação de um móvel ou mesmo de uma peça de roupa.


Para consumir tranquilo

Selecionamos alguns links que valem conferir, principalmente para quem busca uma alimentação mais natural e cuja procedência se conheça:


  • Feiras Orgânicas - Aqui estão reunidas as feiras orgânicas pelo Brasil. Confira a mais próxima de você na sua cidade e experimente consumir mais alimentos da terra.

  • Down to Earth (Netflix) - A docusérie que já indicamos no auge da semana, postado na quinta-feira (20.05.2021), que traz informações super importantes e necessárias para nos alimentarmos melhor e formas de contribuirmos para a longevidade da natureza (de fora e de dentro!).


A propósito, nessa docusérie, aprendemos que o alimento perde boa parte de seus nutrientes do momento em que é colhido até ser levado à sua casa. Por isso a crescente das chamadas fazendas urbanas. Cultivar os temperinhos de que você mais gosta podem ser uma excelente solução, não só para melhorar a qualidade da alimentação, mas também para fortalecer sua saúde, imunidade e ainda a te proporcionar mais contato com a natureza.


  • Nessa matéria da Revista Casa e Jardim é possível aprender 5 formas de cultivar uma horta em casa (inclusive apartamento) e 5 coisas que não devem ser feitas para isso.

  • ESG - se você ainda não conhece o significado dessa sigla, é bom ir se acostumando com ela. Do inglês Environmental, Social & Governance, a tríade da governança ambiental, social e corporativa está dominando o rumo do business. Um caminho sem volta, arriscamos dizer.

  • “E se a sociedade parasse de nos dizer para comprar mais e nos permitisse pensar e respirar mais? E se nos estimulasse a rejeitar o comportamento que nos impede a fazer o que detestamos, para comprar o que não precisamos, com dinheiro que não temos, a fim de impressionar pessoas de quem não gostamos?”


Este trecho é do livro Essencialismo, do autor Greg McKeown. A leitura é a dica final, não só para refletir sobre consumo em termos financeiros, mas em relação ao gasto do tempo e assim conseguir conquistar o tempo para você.


Reforçamos aqui a importância de ser autoconsciente, além da cobrança às instituições públicas, quanto ao fato de você ser a única pessoa que pode transformar o seu modus operandi. Afinal, se for esperar que o mundo faça isso por você, estás redondamente enganado.

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